RIVELLINO – 65 ANOS – ENTREVISTA

6 comments

Posted on 29th dezembro 2010 by Profº Izaias in Aniversário |Corinthians Memória |Fluminense Memória

, ,

Por Izaias Nascimento

 

ROBERTO RIVELLINO – 65 ANOS – ENTREVISTA

O Instituto Mais Memória reproduz entrevista de Roberto Rivellino, concedida a Rádio Cultura em agosto de 2010.

 

Roberto Rivellino, nasceu em São Paulo, em 01/01/1946 e estará portanto, completando 65 anos de vida. Numa época que era comum aplicar apelidos nos jogadores, Rivellino foi pródigo:  Riva, Bigode,
Patada Atômica, Reizinho do Parque, Curió das Laranjeiras. 

Carreira:

- 1965/1974 – Sport Club Corinthians;

- 1975/1978 – Fluminense Futebol Clube;

- 1978/1980 – Al Hilal/Arábia Saudita.

Títulos:

- Torneio Rio-São Paulo – Corinthians 1966;

- Campeonato Carioca 1975 e 1976 – Fluminense;

- Tricampeão da Arábia Saudita – Al Hilal.

SELEÇÃO BRASILEIRA:

- Período de atuação: 1965 a 1978.

- Copas disputadas:

. 1970 – México – Campeão Mundial.

. 1974 -Alemanha –  4o. colocado.

.  1978 – Argentina – 3o. colocado.

Outros títulos pela Seleção Brasileira:

- Taça Independência 1972/disputada no Brasil.

- Taça Bicentenário Independência EUA – Disputada nos EUA. 

 

E N T R E V I S T A – A G O S T O – 2 0 1 0

 

“O CORINTHIANS REPRESENTA TUDO NA MINHA VIDA”, diz RIVELLINO

O que representa o Corinthians?
Roberto Rivellino: – Tudo. Para dentro da minha profissão, tudo. Foi a segunda casa, o time que me abriu as portas para eu jogar duas Copas, numa seleção considerada com a melhor de todos os tempos. Então, o Corinthians representa tudo na minha vida. 
Com foi o começo, quando era um garoto que começou e se destacar nos aspirantes?
Roberto Rivellino: – Foi natural porque você está lá desde pequeno, trabalha para isso. Mas, para mim, foi importante essa história de aspirantes porque a torcida começou a me conhecer desde cedo. Foi uma subida normal, não é aquela que ele sai do sub-17 e não sabe o que vai acontecer. Eu ia jogar o campeonato juvenil, um jogador machucou e me puxaram para o profissional. Mas eu jogava nos aspirantes. 
O aspirante era bom?
Roberto Rivellino: - Era ótimo, maravilhoso. Veja que, hoje, tem juniores que ninguém conhece. O Zico disse que quer aproveitar os jogadores e colocar no time de cima. Por isso é importante o aspirante. Dá o contato para o treinador ver o moleque jogar, a torcida. Não sei por que acabou. Tem tanto sub na vida e o garoto sobe e não é usado. E muito clube preocupado em fazer trabalho de base. Quando subir, ele já tem até uma penetração maior.
Isso faz diferença para o garoto entender o tamanho e a importância do clube?
Roberto Rivellino: – Hoje o garoto entende. Ele sabe o que é o Corinthians, o Flamengo, o São Paulo. O que é em termos de cobrança. Mas o que eu acho melhor é a convivência maior. Ele ficava entre os profissionais, mas jogava nos aspirantes. Na época não tinha reservas, substituições. Jogava Amaro, Édson, Manuelzinho, Pereirinha, Manuel Lima. Uma pancada que não jogava no time de cima estava nos aspirantes.
Você foi um dos principais jogadores da história do Corinthians, para muitos, o principal. Mas não conquistou nenhum título. Fica a sensação de que faltou algo?
Roberto Rivellino: -Lógico. Na época se preocupava só com esse título. Não era para ser. Tem gente que jogou um mês no Corinthians e foi campeão paulista. Eu joguei 11 anos e não consegui. Não sei por quê. Eu fico triste mais do que qualquer um. Mas não foi possível.
Você acha que foi injustiçado?
Roberto Rivellino: -Fizemos de tudo. Queríamos mesmo ser campeões. Mas demos um azar tremendo. O Santos era Pelé. O São Paulo montou um time bom em 70. O Palmeiras tinha a Academia. Até a Portuguesa montou uma equipe que foi campeã. Até isso eu dei azar. O Corinthians sempre corria atrás e não conseguia.
Como foi a sensação de jogar contra o Corinthians? Logo em sua primeira partida, fez três gols.
Roberto Rivellino: – É normal, porque você é um profissional. Eu nunca esperava sair do Corinthians, porque não era hábito na época. Eu esperava encerrar a carreira no Corinthians. Mas, de repente, estava no Fluminense e joguei o futebol de sempre. O que aconteceu no Fluminense é que montaram uma equipe. O presidente montou uma equipe forte. No Corinthians não montava. Claro, estava satisfeito de jogar no Fluminense pelo modo como abriram as portas. Mas é triste jogar contra o time que te revelou, pelo qual você tem carinho.
Na época houve bastante buxixo da imprensa?
Roberto Rivellino: – Havia um papo, lógico. Eu tinha uma história no Corinthians. Isso aí existiu. Mas era parte do oba-oba para mexer o clássico. Fiz estréia no Maracanã em dia de carnaval e tinha 70 mil pessoas. O Rio foi maravilhoso para me receber. Foi bonita a estreia, fiz três gols. Acho que nunca tinha feito três gols na vida. As bolas apareceram e fiz os gols…
Qual era a diferença entre Corinthians e Fluminense, São Paulo e Rio, futebol paulista e carioca?
Roberto Rivellino:O Rio é mais descontraído. No Rio, o pessoal vai para o estádio alegre. Se perde, não fica satisfeito, lógico. Mas em meia-hora já está no bate-papo. Em São Paulo é mais tenso. Torcedor vai ao estádio já nervoso, já querendo arrumar briga. Era muito mais light.
 
O momento de cada um dos clubes devia ajudar nisso?
Roberto Rivellino: – O Fluminense seria como o São Paulo aqui na época. Mais tranquilo, não tinha tanta cobrança como havia com Flamengo, Corinthians ou qualquer time de massa. Aqui em São Paulo, qualquer jogo com o São Bento tinha 40 mil pessoas. Cobrança, necessidade de vencer, de ser campeão… No Fluminense é mais light, já foi campeão. Se perde, está tudo bem porque no ano seguinte ganha. Isso é diferente de jogar onde se exige tanto.
Mas no fim de sua carreira, o Corinthians já tinha saído da fila, o clima estava mais tranquilo. Pensou em retornar carreira?
Roberto Rivellino: – Não. Fiquei um tempo parado, na Arábia. E Corinthians nunca é tranquilo.
Hoje o clube e a torcida reconhecem sua importância na história do clube?
Roberto Rivellino: – Sim, claro. Fui botar meu pé na calçada da fama do Memorial do Corinthians. Outro dia fizeram uma enquete e fui eleito o melhor jogador da história do Corinthians, mesmo sem conquistar título. O torcedor tem uma ligação forte comigo, um reconhecimento. E a recíproca é verdadeira. Eu não tenho necessidade de agradar ninguém. E me aceitaram mesmo quando eu disse que era palmeirense na infância. Família italiana, pai palmeirense. Aí, fui fazer teste no Palmeiras e não fui aceito. E o Corinthians me abriu as portas. Eu não morro pelo Corinthians, porque não morro por futebol. Mas eu não gosto quando perde.
Para o garoto, como foi sair de uma família palmeirense e virar corintiano?
Roberto Rivellino: – Eu vivia mais no Corinthians que na minha casa.
Como foi a transição?
Roberto Rivellino: – Normal, pela maneira como fui recebido nos dois clubes. Aprendi a gostar do Corinthians. Foi natural, muito bom. E a família não pegou no pé. Se pegasse, eu não estaria ligando.  Naquela época, era a grande rivalidade da cidade. O São Paulo tinha torcida bem menor. Era forte mesmo, e o prazer de ganhar era enorme. Mas era uma rivalidade sadia na época. Havia a semana do clássico e havia a expectativa. Os jogadores se respeitavam. Hoje não há mais isso. Tem violência, jogador jogando para o torcedor. Isso não é legal.
Você fala muito de como o Corinthians te recebeu. O que houve de diferente?
Roberto Rivellino: – Fui bem recebido. Ainda me lembro. Fui recebido pelo Mendes, que foi meu companheiro no juvenil. Me botaram junto com os outros, me apresentaram. E fui muito feliz porque não fiquei muito tempo no juvenil e já subi. Foi maravilhoso. Eu morava aqui, no Brooklin, levantava 5 da manhã até o Anhangabaú, rua Direita, Praça da Sé, Pegava o São Judas-São João, ia até o ponto final e descia a rua para chegar ao Corinthians. Fazia isso todo dia, com o maior prazer. Adorava.
Era o clube mais longe que você poderia ter arranjado.
Mas fazia com prazer. Eu gostava. E, se não fosse recebido como fui, talvez não voltaria. Pelo contrário. Desde a primeira vez eu senti: “é esse aqui que vai me abrir as portas”. E foi.
Como era a relação com a torcida, ainda naquela época de fila?
Roberto Rivellino: Quanto mais aumenta a fila, mais aumenta a torcida. Acho que é normal, não só do Corinthians. É uma torcida fantástica, meu relacionamento é maravilhoso. Claro, existe cobrança, mas é maravilhoso. Na época, você descia do ônibus na entrada do Pacaembu. Faziam um corredor humano e você entrava. E todo mundo falava “vamos ganhar, vamos ganhar”.
E a imprensa?
Roberto Rivellino: - Era bom que o jornalista que cobria o Corinthians era o mesmo sempre. Então, ele escrevia alguma coisa e a gente se via depois. Acabava existindo mais confiança. Veja minha apresentação no Flu. O cara foi fazer entrevista comigo. Levei ele na minha casa, era de São Paulo. O cara chegou aqui e meteu o pau: “Rivellino cospe no prato em que comeu”. Mentira, uma inverdade. Tudo para agitar o corintiano. Eu falava com o cara e ele não olhava na minha cara. Meu pai me ligou para perguntar o que havia acontecido. O cara já foi lá de má intenção. Pegou umas coisas e meteu pau em mim, comigo descendo o pau no Corinthians. Era raro isso na época. Hoje é mais comum.
Como foi a repercussão da imagem do Luís Pereira dando tapinhas nas costas na final de 74?
Roberto Rivellino: – Quem brigou comigo foi a imprensa, não o torcedor corintiano. Foi uma pessoa que trabalhava na imprensa, o J Hawilla, que fez uma campanha contra mim. Na maldade, não sei por que ele fez isso. Tanto é que, 30 anos depois, ele me pediu desculpas. Tem de perguntar para ele. Não sei qual foi o intuito dele. E dei azar porque não tinha mais jogo, era férias. Não tinha o que falar, então falavam do Rivellino. Criaram um puta dum clima e acharam que o Rivellino era culpado pela derrota. Tanto que a foto é de uma falta que sofri e acabou dando origem ao gol.
Havia uma expectativa muito boa de que o tabu acabaria naquele ano. Como era isso dentro do elenco?
Roberto Rivellino: - Era boa. Única coisa, nada contra o Sílvio Pirillo, mas se tivéssemos o Oswaldo Brandão, a chance era maior. A primeira partida foi no Pacaembu e empatamos 1 x 1. O Morumbi não tinha condições de jogo. O Brandão, muito malandro, pegou um presidente que não entendia nada de futebol, o Vicente Matheus, e levou o jogo para o Morumbi. Veio na quinta a notícia que o jogo era no Morumbi, mesmo com Morumbi em reforma. O Brandão disse que ia ter mais público, mais torcedor do Corinthians. Não quer dizer que, se fosse no Pacaembu, a gente ia ganhar. Mas o Morumbi tinha grama alta e o Palmeiras era mais técnico.
O time sentiu que aquela era a oportunidade da vida?
 Roberto Rivellino: – Sim. Dei tanto azar. Naquele ano não fizeram pontos corridos. Fizeram campeões de turnos na final. Fomos do primeiro turno e o Palmeiras do segundo. Na última rodada do returno, pegamos o Palmeiras. Se tivéssemos um treinador mais macaco-velho… Naquele jogo, entramos com o reserva. Era pra entrar com o time titular para tirar um jogador importante deles, abraçar o cara e forçar duas expulsões, ou correr muito e provocar desgaste deles. No final, a gente se esforçou, teve um jogador expulso e eles não. Ninguém abraçou o Ademir, o Dudu, para expulsar. Não é quebrar ninguém. É criar uma situação. Mas a expectativa era grande. Da maneira como foi feito o primeiro jogo, com 90% de torcedores do Corinthians no estádio.
Mesmo depois de sair da fila, o Corinthians era tido como um time regional. Só com o título de 90 é que virou nacional. E vocês estiveram muito próximos de um título nacional no Robertão de 69.
Roberto Rivellino: – Fomos campeões do Rio-São Paulo em 66. Em 72 roubaram a gente no Rio, se não, decidiríamos com o Palmeiras. Deram pênalti. Foi um assalto. Tivemos duas oportunidades depois. Em Minas contra o Cruzeiro. E o time do Corinthians era bem inferior aos demais.
E o Robertão de 69?
Roberto Rivellino: – Acontece. Batia na trave, não tínhamos muitas opções para ser campeões. Era só Paulista e Brasileiro. Ganhamos outras coisas, como Laudo Natel.
Você se lembra de alguma história em relação à torcida?
Roberto Rivellino: – Corinthians tem todo dia uma história. O corintiano te ama. Tem torcedor que o Corinthians está acima da família. Todo dia você recebe carinho.
Hoje os jogadores mudam muito de clube. Na sua época, não.
Os jogadores se perguntavam muito como era jogar no outro time?
Roberto Rivellino: -Não tinha muito, não. Mas, realmente, os jogadores não mudavam muito. Eu ia terminar no Corinthians. Até tive oportunidade de sair. Em 71, pude ir para o Santos. Terminou meu contrato, mas o Santos queria que eu ficasse parado seis meses para desvalorizar o passe e me comprar. Era a oportunidade de jogar de novo com Pelé e Clodoaldo. Eu não ia ficar parado seis meses. Mas eu gostava do Corinthians. Era só um impasse de renovação. Acabei acertando.
Era o Vicente Matheus?
Roberto Rivellino: – Não estou lembrado. Podia até ser.
Você falou que ele não entendia muito de futebol. Como era conviver com ele?
Roberto Rivellino: – Ele via o clube. Era um administrador. Mas ele não queria saber. Se era para fazer um contrato pagando o mínimo possível, ele pagava. Primeiro era o interesse do clube, só depois o do jogador. Não queria saber se era o Rivellino, o Pelé, o Tostão. Mas o clube era bem administrado. Não tinha problema de atraso de salário. Era uma pessoa dedicada ao clube.
Era duro negociar com ele?
Roberto Rivellino: – Era terrível. E você tinha esse problema da lei, do passe. Não dava para sair fácil do clube. Hoje o jogador não pertence ao clube. O jogador fica
um ano, sai e o clube não recebe nada. E, na minha época, o mercado europeu era pequeno. Pouca gente saía.
CRÉDITO: PROGRAMA CULTURA NOS ESPORTES.
 
CORINTHIANS 1974 – VICE CAMPEÃO PAULISTA
Em pé:Zé Maria, Buttice, Tião, Brito, Ademir e Vladimir. Agachados: Vaguinho, Lance, Zé Roberto, Rivellino e Marco Antônio.
 
 
FLUMINENSE – MÁQUINA 1975 – CAMPEÃ TAÇA GUNABARA E CARIOCA 1975 – SEMIFINALISTA CAMPEONATO BRASILEIRO
Em pé: Félix, Toninho Baiano, Edinho, Silveira, Zé Mário e Marco Antônio.  Agachados: Gil, Cleber, Manfrini, Rivellino e Zé Roberto.
 
 
FLUMINENSE – MAQUINA 1976 – BICAMPEÃ CARIOCA.
 
 
Seleção Brasileira – Tricampeã Mundial no Mexico 1970

 

Brasil no jogo contra a Inglaterra – Rivellino de meia, com a contusão de Gérson.

BRASIL – 4o. COLOCADO NA ALEMANHA

RIVELLINO ERA O GRANDE ASTRO EM 1974.

RIVELLINO grande astro em 1974.

GOL DE RIVELLINO CONTRA A ALEMANHA ORIENTAL – 1974

A bola passa no meio da barreira após jogada ensaiada com Jairzinho.

DUELO DE GIGANTES – RIVELLINO X PELÉ

SELEÇÃO BRASILEIRA 1977/1978

INSTITUTO MAIS MEMÓRIA.

RESPEITO À HISTÓRIA.  RESPEITO AO BRASIL.

6 Comments
  1. Francisco Horta says:

    Estimado Professor Izaias Nascimento,
    São três justíssimas homenagens a craques que deixaram muitas
    saudades nas lembranças de todos nós apaixonados pela arte do
    futebol brasileiro.
    Parabenizo o seu Instituto Mais Memória pela oportuna iniciativa.
    Forte abraço.
    Saudações tricolores.
    Francisco Horta

    29th dezembro 2010 at 10:35

  2. Deni Menezes says:

    Hoje, 1 de janeiro, o dia será pequeno para Rivellino receber abraços por mais um aniversário. Nascio em São Paulo, idolatrado pela fiel torcida do Corinthians, ganhou destaque em sua primeira Copa do Mundo em que fez parte da seleção de ouro do terceiro título mundial que o Brasil ganhou em 1970 no México. O primeiro gol dele foi na estreia, com a marca registrada da violência na cobrança de falta, empatando o jogo que a Tcheco-Eslováquia começou ganhando no Estádio Jalisco, em Guadalajara. Final, como na decisão com a Itália, Brasil 4 a 1.

    Rivellino ainda disputaria as duas Copas seguintes, terminando em quarto lugar na Alemanha, em 1974, e em terceiro lugar na Argentina, em 1978, quando o Brasil foi a única seleção da história que saiu invicta sem ganhar o título. Mas foi em meados dos anos 70 que conseguiu destaque em time, quando o presidente Francisco Horta o trouxe como grande atração da Máquina Tricolor. Ele teve estreia de gala, no Maracanã, diante de mais de 100 mil torcedores, no sábado de Carnaval de 1975: Fluminense 5 x 1 Corinthians.

    Rivellino foi bicampeão carioca – 75-76 – e até hoje os tricolores não esquecem do supertime que Horta montou com criatividade em troca-troca que marcou época no futebol do Rio. Em 75, Rivellino marcou 11 dos 53 gols em 24 dos 30 jogos. Em 76, marcou também 11 gols em 28 dos 30 jogos. No bicampeonato, Rivellino passou a conviver com problema de coluna e tinha que dormir em colchão muito duro, na concentração do Hotel Glória, como me contou à época o técnico Mario Travaglini.

    O time de 1975 tinha Félix – titular em todos os jogos da Copa de 70 -, Toninho, Silveira, Assis e Marco Antonio; Zé Mário, Cleber e Rivellino; Gil, Manfrini – artilheiro da equipe com 16 – e Mario Sergio, que se revezava com Zé Roberto, hoje secretário municipal de Esportes de Três Rios. O time teve dois técnicos: começou com o falecido Didi, bicampeão mundial, e terminou com Paulo Emílio.

    O time de 1976 – já sem Félix -, tinha Renato, único que participou de todos os jogos, Carlos Alberto Torres – capitão da seleção campeã mundial de 70 -, Miguel, Edinho e Rodrigues Neto; Pintinho, Rivellino e Dirceu; Gil, Doval – artilheiro do time com 20 – e Paulo Cesar. O time foi ainda mais arrasador que no ano anterior, narcando 74 gols em 32 jogos. Era mesmo a Máquina.

    Sem dúvida, como ele próprio reconhece, os melhores momentos da carreira de Roberto Rivellino em clube. Depois, ele ainda teve uma passagem conturbada pelo futebol da Arábia Saudita, onde encerrou a carreira. Investiu no ramo empresarial como dono de postos de gasolina e chegou a ser analista do futebol na televisão. Rivellino tem escritório em São Paulo, onde vive tranquilo.

    Deni Menezes
    blogdedenimenezes.com

    29th dezembro 2010 at 17:01

  3. MILTON CÉSAR LORETO says:

    SEM DUVIDA NENHUMA ,RIVELINO FOI O MAIOR JOGADOR DO FLUMNENSE DE TODAS AS EPOCAS,TIVE O PRAZER DE VELO JOGAR, OS LANÇAMENTOS QUE ELE DAVA PARA GIL ERA ESPETACULAR,DAVA O PRAZER DE VER.

    29th dezembro 2010 at 10:08

  4. ADÃO HERMANN says:

    Sou torcedor do Fluminense desde quando Rivelino, jogou no time, gostaria de saber com precisão quantos gols ele fez em sua carreira no CORINTIANS, FLUMINENSE, EL-HELAU, PORTUGUESA, PONTE PRETA, SELEÇÃO BRASILEIRA e SELEÇÃO DE MASTERS DESDE JÁ AGRADEÇO.

    29th dezembro 2010 at 18:05

  5. Abraão Alexandre Sobral says:

    Depois de Pelé e Garrincha, considero Rivelino o terceiro maior jogador de futebol do mundo.
    Sobre ele, disse o treinador Duque, ao ser perguntado quem seria para ele o jogador mais técnico que ele viu jogar. Sua resposta não foi demagógica, foi sincera: Rivelino.
    Ademais, como pernambucano da cidade de Caruaru, sinto-me orgulhoso, na oportunidade, de enaltecer as qualidades, tanto esportiva como moral, desse super craque que dispensa comentários!!!

    29th dezembro 2010 at 14:30

  6. MILTON CÉSAR LORETO says:

    NÃO SE FAZ MAS SELEÇÃO BRASILEIRA COMO ANTIGAMENTE! ONDE JÁ SE VIU O BRASIL ESTAR EM 14 LUGAR NO RANG DA FIFA. PELO ANDAR DA CARROAGEM NÃO VAMOS NEM SEGUER PASSAR DA SEGUNDA FASE.NÃO TEMOS SEGUER UM TIME BASE. NINGUEM MAIS NUNGUEM MESMO SABER A ESCALAÇÃO DA SELEÇÃO BRASILEIRA.ESTE MANO TINHA MAIS MESMO É DE PEDIR PARA SAIR DA SELEÇÃO. ACHO QUE NOS TORCEDORES TERIAMOS DE FAZER UM ABAIXO ASSINADO PARA PEDIRMOS A CABEÇA DO TÉCNICO DA SELEMERDA.ENQUANTO EXISTIR ESTE MANO VOU TORCER PARA QUE TUDO DE ERRADO.OS MELHORES JOGADORES FICAM TODOS DE FORA.VAMOS FAZER UMA CORRENTE PRA FRENTE PARA QUE ESTE ZÉ ROELA DEIXE A SELEÇÃO.

    29th dezembro 2010 at 13:24

Deixe um comentário