OS 71 ANOS DE SILVA, O BATUTA – por DENI MENEZES

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Posted on 2nd janeiro 2011 by Profº Izaias in Futebol Memória

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OS 71 ANOS DE SILVA, O BATUTA

por Deni Menezes (reprodução blog do denimenezes.com)


A seleção brasileira no último jogo da Copa de 1966. Em pé:Orlando (Santos), Manga (Botafogo), Brito (Vasco), Denilson (Fluminense), Rildo (Botafogo) e Fidélis (Bangu). Agachados: massagista Mario Americo, Jairzinho (Botafogo), Lima (Santos), Silva (Flamengo), Pelé (Santos) e Paraná (São Paulo). 

Durante duas décadas, Walter Machado da Silva brilhou em todos os clubes que defendeu, sempre com o máximo empenho e fazendo com muita competência o que mais sabia: gol. Assim foi em 65-66 e 68-69 no Flamengo; de 61 a 65 no Corinthians; em 67 no Santos; em 69 no Racing de Buenos Aires, artilheiro do Campeonato Argentino; em 70 no Vasco, que não era campeão desde 58, e, no ocaso da carreira, em 71, no Botafogo.

No time do Botafogo: agachados – Zequinha, Carlos Roberto, Silva. Roberto Miranda e Paulo Cesar. Fotos do Instituto Mais Memória. 

Silva ganhou de Waldir Amaral – o mais famoso narrador de futebol do rádio nos anos 60 e 70 – o apelido de Batuta, segundo mestre Aurélio, “bastão delgado e leve com que os maestros regem as orquestras” e, de acordo com o professor Sérgio Ximenes, “indivíduo valentão”. Silva foi as duas coisas: valentão e maestro. Sabia chamar a si a responsabilidade de comando do time, que liderava sem gritos, mas com muito equilíbrio e inteligência.

Campeão do IV Centenário do Rio de Janeiro com o Flamengo, em 1965, Silva participou de todos os 14 jogos e foi o artilheiro (7). Era da confiança de Armando Renganeschi, argentino, que havia participado do primeiro tricampeonato do clube – 42-43-44 – e mostrava como técnico a mesma segurança e personalidade dos tempos de zagueiro, como me conta Luiz Mendes, que o viu jogar. Em 66, foi vice-campeão na decisão tumultuada com o Bangu, que fez 3 a 0 no Flamengo.

Antes de ter sido campeão paulista no Santos, em 1967, Silva passou pelo Corinthians de 61 ao início de 65. Contratado pelo Racing de Buenos Aires, ele não foi apenas campeão, mas artilheiro do Campeonato Argentino. Na volta ao Rio, o Vasco investiu nele, a pedido do técnico Tim, que precisava de um goleador para tentar o título que o Vasco não conseguia desde 1958. Silva voltou a corresponder: participou de todos os 18 jogos, foi campeão de 1970 e artilheiro (10) do time.

Silva participou de apenas uma Copa do Mundo, a de 1966, na Inglaterra, onde em três jogos a seleção teve três formações diferentes. Ele e os demais pagaram caro: foi uma das seleções mais desorganizadas de todos os tempos. O Brasil só ganhou (2 a 0, Pelé e Garrincha, ambos de falta) da Bulgária, perdendo depois (3 a 1) para Hungria e Portugal, terminando em 11º lugar.
Hoje, Silva é funcionário do Flamengo, onde desempenha função burocrática no Departamento de Futebol. Com a mesma eficiência e o mesmo reconhecimento dos colegas,que aprenderam a admirá-lo desde a época em que desfilava nos campos a categoria dos grandes nomes que fizeram a história do futebol do clube mais popular do país.

3 Comments
  1. Francisco Horta says:

    Estimado Professor Izaias Nascimento,
    São três justíssimas homenagens a craques que deixaram muitas
    saudades nas lembranças de todos nós apaixonados pela arte do
    futebol brasileiro.
    Parabenizo o seu Instituto Mais Memória pela oportuna iniciativa.
    Forte abraço.
    Saudações tricolores.
    Francisco Horta

    2nd janeiro 2011 at 10:34

  2. Deni Menezes says:

    Campeão do IV Centenário do Rio de Janeiro com o Flamengo, em 1965, Silva participou de todos os 14 jogos e foi o artilheiro (7). Era da confiança de Armando Renganeschi, argentino, que havia participado do primeiro tricampeonato do clube – 42-43-44 – e mostrava como técnico a mesma segurança e personalidade dos tempos de zagueiro, como me conta Luiz Mendes, que o viu jogar. Em 66, foi vice-campeão na decisão tumultuada com o Bangu, que fez 3 a 0 no Flamengo.

    Antes de ter sido campeão paulista no Santos, em 1967, Silva passou pelo Corinthians de 61 ao início de 65. Contratado pelo Racing de Buenos Aires, ele não foi apenas campeão, mas artilheiro do Campeonato Argentino. Na volta ao Rio, o Vasco investiu nele, a pedido do técnico Tim, que precisava de um goleador para tentar o título que o Vasco não conseguia desde 1958. Silva voltou a corresponder: participou de todos os 18 jogos, foi campeão de 1970 e artilheiro (10) do time.

    Durante duas décadas, Walter Machado da Silva brilhou em todos os clubes que defendeu, sempre com o máximo empenho e fazendo com muita competência o que mais sabia: gol. Assim foi em 65-66 e 68-69 no Flamengo; de 61 a 65 no Corinthians; em 67 no Santos; em 69 no Racing de Buenos Aires, artilheiro do Campeonato Argentino; em 70 no Vasco, que não era campeão desde 58, e, no ocaso da carreira, em 71, no Botafogo.

    Silva ganhou de Waldir Amaral – o mais famoso narrador de futebol do rádio nos anos 60 e 70 – o apelido de Batuta, segundo mestre Aurélio, “bastão delgado e leve com que os maestros regem as orquestras” e, de acordo com o professor Sérgio Ximenes, “indivíduo valentão”. Silva foi as duas coisas: valentão e maestro. Sabia chamar a si a responsabilidade de comando do time, que liderava sem gritos, mas com muito equilíbrio e inteligência.

    Silva participou de apenas uma Copa do Mundo, a de 1966, na Inglaterra, onde em três jogos a seleção teve três formações diferentes. Ele e os demais pagaram caro: foi uma das seleções mais desorganizadas de todos os tempos. O Brasil só ganhou (2 a 0, Pelé e Garrincha, ambos de falta) da Bulgária, perdendo depois (3 a 1) para Hungria e Portugal, terminando em 11º lugar.
    Hoje, Silva é funcionário do Flamengo, onde desempenha função burocrática no Departamento de Futebol. Com a mesma eficiência e o mesmo reconhecimento dos colegas,que aprenderam a admirá-lo desde a época em que desfilava nos campos a categoria dos grandes nomes que fizeram a história do futebol do clube mais popular do país.

    Deni Menezes
    blogdodenimenezes.com

    2nd janeiro 2011 at 17:03

  3. luiz augusto says:

    Se não me engano, silva teve dois filhos que jogavam futebol. Onde estão…

    2nd janeiro 2011 at 20:36

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